Jogo ótimo, divertido e viciante... até você perceber que 90% das suas partidas são decididas por aquele cara do seu time que compra AWP no eco, rush B sozinho e morre em 3 segundos sem falar nada no microfone. Já perdi cabelo, já perdi amigos, já perdi a sanidade, mas nunca a esperança de que um dia vou cair num time onde todo mundo sabe jogar junto (spoiler: não vai acontecer). Se você gosta de dar rage, xingar mentalmente e ao mesmo tempo se sentir um gênio tático quando dá certo, esse é o jogo. Nota final: 10/10 horas jogadas, 0/10 paciência restante.
Um retorno às origens. Como um fã de longa data de BF, depois de quase 10 anos, temos um ótimo jogo. Talvez não seja o melhor já feito da série, mas com certeza é um excelente FPS militar arcade. A minha insatisfação com o CoD (que também sou fã de longa data) é crescente desde 2019, sentando solitariamente como o título popular de FPS, não prezou por nada em agradar os seus jogadores. E é isso que está sendo feito de diferente aqui, esse Battlefield além de um próprio retorno à fórmula única que define um BF, é também um reconhecimento dos erros do passado, pra se redimir, a EA e DICE estão ouvindo fortemente a comunidade, patchs de correção na mesma semana de surgimento do problema, sem battlepass no lançamento, sem skins apelativas pra farmar dinheiro e arruinar a imersão do jogo. Óbvio que se tratando da EA, qualquer ação positiva pra comunidade é suspeita, porém, até então, parece valer a necessidade de agradar a comunidade, pra evitar qualquer desgaste, que se tornou gigantesco com BFV e BF2042. O jogo vale a pena pra quem busca uma experiência quase que nostálgica de FPS militar, um BF já clássico, ainda que arcade, muito imersivo e caótico, e principalmente, divertido. E uma nota final, esse jogo não é um CoD, e ainda bem que não é. Que toda esse positividade contamine o cenário e as desenvolvedoras, provando que se o jogo é bom e divertido, se vende sozinho.