Jogo o modo multiplayer de Battlefield desde o BF3, que continua sendo o meu favorito por ter uma pegada mais lenta e cadenciada. Já passei por praticamente todos os jogos da franquia até mesmo os menos amados e os mais odiados e posso afirmar: este novo Battlefield conseguiu reunir o melhor de todos em um só. A base é extremamente sólida e divertida. Os mapas não são perfeitos, mas estão longe de serem ruins. As armas e as customizações são ótimas, e a gunplay é muito boa e cinematográfica. Recomendo fortemente a todos que amam Battlefield ou simplesmente gostam de um bom shooter. •Ponto Negativo Apesar de o jogo estar cheio de jogadores, ainda assim você acaba caindo com bots. Parece que o problema está na distribuição de jogadores: em vez de reunir todos em uma única sala, o sistema cria várias partidas incompletas. Além disso, quando a partida termina, o jogo cria um novo lobby em vez de manter o atual, o que redistribui novamente os jogadores e reforça o problema. •Extra: Desempenho Não sei exatamente o motivo, mas meu PC tem dificuldades em manter o jogo estável nos gráficos mínimo e médio, ficando com uma média de 120 FPS e mínima de 30 FPS. Porém, curiosamente, no alto o jogo roda muito mais estável, com média de 90 FPS e mínima de 60 FPS. •Configuração: CPU: Ryzen 5 5600X RAM: 32 GB Dual Channel (3200 MHz) GPU: RX 6650 XT Resolução: Full HD •Conclusão: Um Battlefield que finalmente traz de volta a essência da franquia, com uma base sólida, jogabilidade divertida e tiroteios cinematográficos. Ainda há o que melhorar, mas o resultado é um dos melhores capítulos da série em anos.
CS2 é, sem dúvida, uma evolução do CS:GO, mas para quem joga há anos e busca melhorar constantemente, ele é um misto de empolgação e frustração. A mudança para a engine Source 2 trouxe gráficos mais limpos, sons realistas e uma sensação de tiro mais impactante, mas também alterou a física e o “feeling” do jogo. A movimentação está mais solta e fluida, porém com uma inércia diferente, o que exige reaprender timing, strafes e controle de spray. O recoil parece mais imprevisível, e aquele domínio automático que tínhamos no GO agora precisa ser reconstruído. As smokes dinâmicas são um dos maiores acertos: reagem a tiros, granadas e ao ambiente, criando novas estratégias e exigindo leitura de jogo mais refinada. Porém, o sistema de subtick ainda gera inconsistências no registro de tiros, algo que desanima quando se perde um duelo que parecia ganho. A iluminação e o design dos mapas estão mais realistas, mas também alteram a forma como se enxerga o inimigo — às vezes o brilho e o contraste atrapalham mais do que ajudam. Jogando CS2, a sensação é de estar reaprendendo tudo o que já sabia, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. O jogo te tira da zona de conforto, faz você pensar, testar e errar de novo. Se o CS:GO era sobre precisão e disciplina, o CS2 é sobre adaptação e leitura. Ainda não é perfeito, mas tem alma, e cada atualização mostra que ele está evoluindo. Para quem não joga profissionalmente, mas quer entender o jogo em profundidade, o CS2 é uma nova escola — mais exigente, mais viva e mais imprevisível, mas com potencial para se tornar o melhor Counter-Strike de todos.